sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A Próxima Vítima

Eduardo conheceu Lúcia em um belo dia de sol, quando passeava com alguns amigos na praça da bandeira. Olhou aquela bela morena olhando para ele e não resistiu sem conversar com ela. Ele era afamado pela sua lábia para conquistar garotas. Chegou onde Lúcia estava e conversa vai, conversa vem e minutos depois os dois já estavam se beijando.
  - Você é a única mulher que amo, Lúcia – falou Eduardo ao ser questionado por ela, por causa das suas galinhagens.
  - Será que devo acreditar? – falou ela sorrindo, depois olhou sério e continuou – mas não acho boa ideia a gente ter um relacionamento sério. A gente mal se conheceu. É melhor só ficarmos, aí se der tudo certo, a gente pensa em algo mais sério, está bem?
  - Sim. Está bem – falou ele, decepcionado. Já que você não me leva a sério... Fazer o que né?
  - Não é que não te levo a sério. Você é o maior gatinho e muito romântico, mas é muito galinha. Já sei de sua fama por aí, Eduardo Oliveira.
   Ele baixou a cabeça, desiludido, com uma cara de choro.
  - Está bem – falou ele.
   Os dois recém ficantes se despediram, depois de marcar o próximo encontro para a pizzaria ali perto da praça e Eduardo se dirigiu para onde Leo e Fábio o esperava.
  - Essa aí foi fácil – falou ele, ao aproximar-se dos dois amigos.
  - Tu és muito cara de pau, Edu – falou Leo. Podia pelo menos deixar esta pra nós.
  - Eu não sou cara de pau, meu chapa – falou ele, com um sorriso maroto. Ela que é muito bobinha e não tenho culpa né?
   Os dias se passaram e Eduardo ia namorar todas as noites Lúcia na praça. Dias depois foi apresentado aos pais dela. Não demorou muito e foi convidado para o primeiro almoço, depois as visitas passaram a ser frequentes.
  - Cara eu acho que tu estás se amarrando na moreninha – falou Fábio, no jogo de sinuca, para Eduardo.
  - Não. Acho que estou indo longe de mais. Tomara que ela não me veja com nenhuma outra. Pelo menos antes de a gente...
  - Cara você só vai usar a garota, depois jogar fora? – falou Leo.
  - Sim, mas tá difícil. Ela ainda é virgem.
   Os três amigos ficam rindo das “vantagens” contadas por Eduardo.
   - Se você quiser pode ficar com ela depois, Leo – falou Eduardo rindo.
  - Não. Obrigado. Não quero resto de ninguém.
   Os dias se passaram até que aconteceu. Depois de muita insistência de Eduardo, falando e chorando para Lúcia que ela não o amava, ela cedeu e os dois fizeram amor. Foi péssimo para ela, pois fez sem vontade e mecânico para ele que já estava acostumado a fazer aquilo apenas por prazer.
   Ela saiu chorando, correndo para casa. Trancou-se no quarto e ele foi embora já pensando em todas as cenas “engraçadas” que contaria para seus amigos.
   Lúcia descobriu algumas semanas depois que estava gravida. Procurou Eduardo, mas ele enfurecido falou que não era dele e que ela podia ir procurar o pai daquele bebê idiota que ele não queria mais saber dela.
   No dia seguinte ela foi encontrada morta na cama. Um frasco de veneno sobre a cama e um bilhete escrito “Eduardo eu te amo”.
   Os pais dela se conformaram ao saber por Eduardo que ela o tinha traído e estava gravida de outro, mas como o pai da criança não a quisera ela correu desesperada pedir para Edu assumir o filho. Ele falou que não dava, mas se soubesse que ela iria se suicidar não teria abandonando-a.
   Ele chorava desesperadamente e disfarçadamente no velório de Lucia, sendo consolado pelos inocentes pais dela. Ela se foi e ele continuará vivo a procura da próxima vítima.  

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